sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Impacto Multimédia na Aprendizagem

Princípio Multimédia 

Seja no ensino online ou no ensino face-a-face, o impacto multimédia exigiu a criação de princípios orientadores muito devido à liberdade que se verifica em ambiente de aprendizagem virtual. Os princípios orientadores tentam prever e moldar esse impacto. Neste sentido Mayer (2001) sugeriu sete princípios multimédia, aplicáveis a ambos os tipos de ensino:

1. Principio multimédia: um aluno aprende melhor com texto acompanhado por gráficos ou imagens legendadas do que com palavras isoladas;

2. Principio da contiguidade espacial: a aprendizagem é mais eficaz quando palavras e imagens correspondentes são apresentadas lado a lado;

3. Principio da contiguidade temporal: para um melhor entendimento as palavras e imagens devem ser apresentadas em simultâneo;

4. Principio da coerência: o uso de palavras, imagens ou sons estranho deve ser evitado;

5. Principio da modalidade: O uso da animação e narração sonora é mais eficaz que o uso de animação e texto no ecrã;

6. Principio da redundância: a apresentação simultânea de muito material visual e auditivo dificulta a aprendizagem devido à dificuldade em processar muito material;

7. Principio das diferenças individuais: há que levar em conta, as diferenças de cada indivíduo. Os efeitos do desenho são mais fortes para alunos com baixos conhecimento do que alunos com muitos conhecimentos, e para alunos com elevada capacidade espacial do que para alunos de baixa capacidade espacial.

Estes sete princípios existem em simultâneo com outros sem se anularem.

A Internet como Meio de Aprendizagem Interactiva Online

A aprendizagem online está, frequentemente, associada a uma aprendizagem pela Internet.
Traz como vantagens a capacidade de ligar os participantes entre si, assim como estes à informação. É considerada um veículo comunicacional e o seu poder assenta no facto de permitir um crescimento rápido de ligações em que poderá ocorrer um aumento das experiências multisensoriais. Pode igualmente ser adaptada às necessidades dos estudantes, pelos professores, o que a torna uma poderosa ferramenta de aprendizagem na medida em que permite uma maior colaboração e interacção.
No entanto, traz também desvantagens tais como a sua falta de estrutura da qual pode advir uma errada e confusa utilização da mesma em que os utilizadores podem experimentar um sentimento de desorientação no ciberespaço, pode, igualmente, aumentar a interactividade mas pode também provocar uma diminuição da mesma quando a informação é apresentada unilateralmente. Outra desvantagem é a qualidade da informação disponível que não é de todo o desejável. Por estas razões são necessárias determinadas características no indivíduo para uma correcta e segura navegação na Internet tais como destreza e literacia capaz.
A Internet oferece meios de atracção à atenção dos alunos e a participação destes pode ocorrer mas os alunos não recebem correctas instruções que permitam uma organização, sequenciação e orientação correctas muito devido ao facto de na WEB 1, as apresentações criadas eram unilaterais e por isso diminuíam a interactividade e a criatividade. Com a WEB 2.0 e 3.0 alguns desses problemas poderão vir a ser solucionados. A WEB 2.0, utilizando ferramentas como os wikis, blogs, pdcasts permite, aos utilizadores, criar e fazer circular os seus próprios materiais. A WEB 3.0, em franco crescimento e aceitação, visa o alargamento dos serviços móveis de Internet (banda larga móvel) a novos milhões de utilizadores, o interesse no potencial social desta tecnologia e a rotulagem e catalogação da informação para uma melhor organização da estrutura. Na Web 3, as máquinas estarão tão aptas para ler páginas web tal como os humanos e será uma ferramenta mais concreta no que diz respeito à pesquisa em que a cada um é possível encontrar, concretamente, o que procura.
No entanto, crê-se que tal não é possível na realidade actual devido à elevada fragilidade da actual web.